segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

Adeus, até daqui a 30 dias!

Aqui fica a última recordação da minha bela carta de condução!



















Mas fica também um pedido aos srs. da DGV: Acho que o facto de termos de esperar 3 horas para entregarmos a carta é castigo suficiente, não acham?!?

Assim proponho o seguinte: Obrigam um gajo a ir entregar a carta, está lá à espera 3 horas para a entregar e depois quando chegasse ao guiché ouvia o colaborador:

- "Aprendeu a lição?"

Ao que o condutor respondia:

- " Não tenha dúvida, nunca mais faço outra igual?"

domingo, 11 de fevereiro de 2007

SIM!

Estou com um misto de sentimentos dentro de mim: por um lado estou contente por ter ganho um Sim. É um sinal claro de que algo mudou no pais. Estamos a andar para a frente e fico feliz por isso. Por outro lado, tenho muita pena da abstenção. 56% de pessoas que não quiseram ir votar acho vergonhoso para um País dito democrático... É que dá muito trabalho ir pôr uma cruz num papel, não é?
Mas pronto, é o País que temos e aprendemos a amar...

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

Vamos às Urnas

Já imaginaram se um dia não pudessem votar?
Querer expressar a nossa opinião e saber que conta para algo é algo maravilhoso não acham?
Pensar que há menos de 100 anos atrás as mulheres não tinham direito a voto… pior, pensar que ainda há bem pouco tempo não tinham direito a escolher o nosso voto, ou que este era condicionado por uma ditadura…
É por pensar nisto que considero que o direito a voto não é um dever do cidadão, nem é um direito, É UM PRIVILÉGIO!
Bem ou mal, expressamos a nossa posição! Com maior ou menor informação, escolhemos o que consideramos correcto. E SABEMOS que essa posição, essa escolha, esse VOTO, vai contar! Conta para um resultado que é global, único, e definido e construído por uma democracia!
Abraham Lincoln, um grande defensor da democracia afirmou:
“Um boletim de voto tem mais força que um tiro de espingarda”.
E não se esqueçam que ele foi o presidente durante a Guerra da Secessão!!! Para ele a vitória na guerra representava a vitória da democracia sobre qualquer outro de tipo de governação.
Mas como isso são outras histórias, e como acredito que a Democracia é a capacidade de um povo se governar a si mesmo, no Domingo, pelo sim pelo não, VÃO VOTAR!

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

Tempo de Antena

Lá estava eu no eixo norte-sul, na bela da fila do trânsito, quando ouvi o tempo de antena do PPM (Partido Popular Monárquico), e deixem-me que lhes diga que é, simplesmente, delicioso.
Porquê?
Pois bem, é que como o PPM é contra o aborto, pensaram: "Era bom por aqui um senhora a falar sobre a sua experiência de IVG, só para dar um lado humana à coisa." O conceito até está engraçado, sem dúvida. No entanto, devia ter feito uma pequena selecção da senhora que "escolheram" [algo me diz que foi inventado, mas estou a ser incorrecto a pensar nisso] para falar sobre a sua experiência. A Sra. diz o seguinte, mais coisa menos coisa: "Dos 17 aos 25 anos fiz 7 abortos". Até aqui tudo bem. O pior foi ouvir uma mulher que fez 7!!! abortos exclamar que era contra o aborto?!? E pior ainda foram os motivos que deu, uma grande dor para a mulher, grande peso na consciência, entre outras coisas que não me lembro.
Mas o que eu gostaria de saber realmente é quando é que esta mulher sentiu o peso na consciência, se foi no 1º, no 2º, no 5º, ou só no 7º aborto que fez?!!!
Como é que pode ser possível que uma mulher que fez 7 abortos possa estar contra a despenalização do aborto?!?
Caros amigos do PPM, tentem fazer tempos de antena um pouco mais realistas, ok?

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

Pensamento do dia

O sexo não tem nada que ver com o amor.
A PSP f*-me há dois anos e não estou apaixonado por ela.

Transportes Públicos

A partir de 3ª feira da semana que vem, vou experimentar, por um prazo de 30 dias, a fabulosa rede de transportes públicos do nosso país. Acho importante conhecer esta realidade para depois poder criticar à vontade. Mais, acho que tenho saudades do tempo em que não tinha carta de condução e andava de um lado para o outro a pé! E já estou um bocadito farto de andar de carro!
Vamos ver o que vai acontecer!!!
Ah! Talvez o facto de ter ficado sem carta pelo mesmo periodo de tempo, tenha ajudado à minha decisão. Talvez...

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

Aborto

Tinha pensado que não iria falar sobre o aborto neste blog, porque apenas iria expressar a minha opinião e opção de voto, e isso, honestamente, não interessa para nada.
Mas, não aguento. Todos os dias ouço coisas que me fazes torcer as raízes dos cabelos, opiniões de pessoas que são contra o aborto e que, há falta de melhor, “inventam” qualquer coisa para impor a sua opinião e opção.
Atenção, eu não sou contra essas pessoas, nem contra as suas opiniões. Apenas sou contra alguns argumentos que apresentam, e que vou passar a descortinar.
Um dos argumentos que o movimento do não apresenta é o facto da pergunta estar mal formulada.
“Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras dez semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?"
Em que aspectos é que esta pergunta está mal formulada, ou que não é clara, não sei. Ou melhor, não sabia. É que ontem estava sintonizado na Antena 3 e, no debate diário sobre o aborto, ouvi um advogado (não me lembro do nome) a dizer que a pergunta estava mal formulada porque era NEUTRA!!! Ou seja, o que aquele senhor defendia era que a pergunta deveria sofrer as seguintes alterações: onde se lê mulher, devia ler-se Mãe e onde se lê estabelecimento de saúde legalmente autorizado devia ler-se hospital. Assim, a pergunta não ficava neutra. Aliás como faz sentido que seja! E perante este facto deixo aqui uma proposta de pergunta que deve ir ao encontro do que este senhor considera uma pergunta facciosa e a favor da sua opinião:
Concorda com a despenalização da mãe, que mata o seu querido filho até às 10 semanas, num hospital que é pago com os seus impostos?
Perguntas neutras num referendo e numa democracia, que estupidez!
E por falar em impostos, leva a outro argumento ainda mais duvidoso. Vamos financiar os abortos com os impostos que pagamos. Ora, sem entrar em demagogia, se entrarmos nesse campo, também me vou recusar a pagar, por exemplo, quimioterapias a pessoas com cancro do pulmão porque fumaram uma vida toda. É demagogia, eu sei, mas não deixa de ter um pouco de verdade. E já não pagamos os tratamentos das mulheres que fazem um aborto clandestino e que vão ao hospital por causa de complicações?
Outro argumento prende-se com a questão das 10 semanas. Qual é a diferença entre 10 semanas e 10 semanas e 1 dia, perguntam os defensores do não. Nenhuma, digo eu. No entanto, acho que é simples de explicar: tem de existir um limite de tempo que permita a mulher decidir o que quer fazer. Com este argumento corremos o risco de ficar sempre na indecisão: porquê 10 semanas e não 12, 14, 20, ou 40 semanas? Porque sim!
Para terminar, acho que o argumento menos científico é este: com a despenalização do aborto passamos a ter um flagelo social, onde abortar vai passar a ser um acontecimento do dia a dia. Ou alguém me prova que fazer um aborto é uma coisa espectacular, ou então não faz muito sentido. Uma mulher acorda de manhã, toma o pequeno-almoço, vai às compras e lembra-se: “Epá, à tarde vou fazer um aborto.” Acho que não deve funcionar bem assim, pois não?
E o mais ridículo é agora alguns movimentos do Não afirmarem que se o Não ganhar, vão pedir a alteraração da lei para criar algum mecanismo que não ponha as mulheres na prisão. Ou seja, a mulher continua a ser uma criminosa, só que não vai presa. Um crime sem pena, o que também faz sentido! Duas considerações: primeira, se o não ganhar acho que não se deve mudar a lei, uma vez que se a maioria das pessoas estiver contra a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, então está a favor que se puna a mulher que aborta. E como estamos numa democracia devemos aceitar a vontade da maioria. E em segundo, e entrando novamente no campo da demagogia, acho que se o não ganhar, devemos alterar a lei, mas para aumentar a pena. Se estamos a matar uma pessoa, como defendem, de forma deliberada então passa a ser homicídio: 25 anos de prisão para essas pessoas.
Dia 11 vou votar SIM!
Porque acredito que deve ser uma escolha da mulher, e não uma decisão imposta pela sociedade que acha que o mundo é cor-de-rosa e que dando uns míseros tostões que a coisa se resolve. E como qualquer escolha é difícil é a mulher que tem o poder de decidir o que é melhor para ela e para um “futuro bebe” e é ela que vai suportar todas as consequências físicas ou psicológicas da sua decisão.
Muita coisa ficou por dizer, mas isso vou guardar para mim e para algumas conversas de café! Penso que o essencial está dito e foi sobretudo um desabafo...

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007

A falta de humor dá nisto...

Os gatos fedorentos fizeram, no seu último Diz que é uma Espécie de Magazine, uma rábula ao professor Marcelo de Sousa, muito bem interpretado pelo RAP. Das melhores imitações que já vi. E confesso que não liguei muito ao conteúdo. Fiquei fascinado pela imitação que esqueci tudo o resto. Vejam:


E pior foi que houve pessoas que não pensaram o mesmo. Li, no blog do Markl, que existem pessoas contra este sketch dos gatos, porque fazem propaganda ao sim?!? Quando não se consegue separar o humor da realidade, estamos mal!
Com esta questão do aborto estamos a chegar ao limite do que é aceitável. Estamos a chegar ao ponto em que, se disseremos publicamente que somos a favor que seja a mulher a decidir o que seja melhor para ela, corremos o risco de levar com uma pedrada no meio da testa.
A falta de humor dá nisto! Mas não só. A falta de sentido democrático também!
Engraçado, engraçado, era os gatos fazerem uma rábula das pessoas extremistas que só conseguem ver o seu ponto de vista e que são contra as pessoas que expressam pontos de vista contrários aos seus.
Espectacular!

Rock in Rio

Nunca ouviram aquele ditado: "o alcool quando nasce, nasce para todos."?
Pois bem, o video abaixo mostra o RAP a fazer um directo no Rock in Rio 2004. O que parecia uma coisa sem interesse, acaba por se tornar num grande momento televisivo. Estava muito bem o Ricardo a encher chouriços quando aparece a jornalista da SIC, Teresa Conceição, um bocadito alcoolizada e começa a falar como se não houvesse amanhã! E que bebedeira a mulher tinha...
E o mais engraçado é que ela não sabia que estava em directo!!! Ouçam bem o que ela diz ao RAP no final...

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

A verdadeira história do Dakar

Muito se falou sobre o facto do nosso portuga Carlos Sousa ter abandonado o seu navegador numa das etapas do rally Lisboa-Dakar deste ano.
Uns diziam que ele o tinha abandonado porque estava muito atrasado para ganhar a etapa, tipo 2 horas. Outros disseram que não quis esperar que o navegador fosse aliviar o fluxo intestinal, e por isso arrancou.
Como nunca acreditei nisso, procurei na internet a verdade dos factos, e, após dias de árdua procura, lá encontrei o que realmente aconteceu.
E foi isto: